Hipnose – Mito ou realidade
Para entender o que é a hipnose – e também o que ela não é -, principalmente, é preciso esquecer os shows de exibicionismo vistos comumente na televisão. A hipnose de palco, quando não é uma farsa, pode ser perigosa para os voluntários que se apresentam para participar do espetáculo. Hipnose também não tem nada a ver com misticismo ou prática esotérica. Ela tem base científica, apoio de resultados experimentais e uma longa lista de aplicações terapêuticas a seu favor, e isso, por vezes, até mesmo profissionais de saúde desconhecem.
Alem da dor, as aplicações terapêuticas da hipnose médica ( ou simplesmente hipnose) abrangem fobias, depressão, ansiedade, impotência sexual, ejaculação precoce, enurese noturna, gagueira, asma, síndromes intestinais, náuseas, vômitos( em grávidas e em pacientes sob tratamento quimioterápico), alergias, cicatrização de queimaduras e feridas, e até mesmo tratamento de verrugas. Sua lista de atuação inclui ainda baixo rendimento escolar em crianças, desempenho esportivo em atletas e ativação de memória.
Com o advento da anestesia, em meados do século XIX, a hipnose, conhecida desde a Antiguidade, foi francamente esquecida. E isso se deu quando começava a ganhar popularidade como uma forma de reduzir ou eliminar a dor em cirurgias. Essa técnica voltou a ganhar força depois da Segunda Guerra Mundial, ocasião em que muitas operações foram feitas sem anestésico, que não chegavam a algumas frentes de batalha.
No Brasil, a hipnose é regulamentada pelos Conselhos Federais de Medicina, Odontologia, e de Psicologia e, portanto, pode ser praticada por médicos, dentistas e psicólogos habilitado pela sociedade estadual de hipnose médica. Agora, estuda-se a possibilidade de a prática ser estendida a enfermeiros e fisioterapeutas com nível superior.
Para saber mais, procure numa unidade do SENAC pela revista diga lá – Ano 7 - numero 27 de julho/setembro de 2002.
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